sábado, 1 de junho de 2013
http://jogosonlinegratis.uol.com.br/jogoonline/ache-o-alfabeto-neste-jogo-educativo/
http://www.duende.com.br/duende.htm
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era uma vez uma menina que morava em uma casa muito pobre sua familia nao tinha o que comer e por isso a agelica a menina resolveu vender todos os seus brinquedinhos mas ela gostava muito de brincar falou com sua mamae sobre isso estava natal uma noite fria muito fria angelica estava na rua vendendo brinquedos angelica ouviu uma voz chamando agelica angelica angelica se perguntou o que e isso? quando olhou a seu lado vou um homen com uma barba uma roupa vermelha e umas renas ai o moço disse oh minha querida agenlica o que gostaria de ganhar de natal angelica disse nada nao senhor o moço disse meu nome e papai noel gostaria de passear de treno comigo minha amiguinha angelica ficou descomfiada ela nao sabia o que era aquilo estava comfusa demais e o papai noel deu de presente uma casa a ela os brinquedos e deu tchau a sua amiga entao todos viveram felizes para sempre fim!!!
Havia, há muitos e muitos anos, um rei muito ganancioso que vivia em um
lindo palácio. O rei, com uma ambição sem limites, oprimia seu povo,
que via-se
obrigado a trabalhar e trabalhar para cobrir as despesas reais. Os impostos e taxas altíssimas fazia com que o povo fosse muito pobre, contrastando com a riqueza de seu soberano.
obrigado a trabalhar e trabalhar para cobrir as despesas reais. Os impostos e taxas altíssimas fazia com que o povo fosse muito pobre, contrastando com a riqueza de seu soberano.
Dentre os tesouros do rei, havia aquele que ele considerava seu bem mais valioso. Ele havia
roubado, muitos anos antes, três pequenas pedras, donas de enorme
poder. As pedras eram mágicas, e poderiam realizar quaisquer desejos que
seu dono fizesse. O rei orgulhou-se em ter estas pedras durante muitos
anos.
Um dia, chegou aos ouvidos do rei a notícia de um grande
tesouro culto. Este tesouro encontrava-se muito longe dali, era
protegido contra invasores. Sua fortuna, diziam, era de valor
inigualável. O rei, no momento em que soube deste tesouro, quis tê-lo
para si. Resolveu, então, sair numa expedição em busca dele. Sabendo que
enfrentaria perigos e adversidades no meio do caminho, pegou suas três
pedras mágicas, como garantia de que conseguiria chegar ao lugar de destino.

O rei pôs-se a viajar e, logo no primeiro dia, viu-se obrigado a usar uma
de suas pedras. Havia, no meio da estrada, um enorme abismo. O rei não
seria capaz de pulá-lo, e contorná-lo adiaria sua viagem em semanas.
Pegou, então, uma de suas pedrinhas e ordenou:
- Que seja construída uma ponte para que eu atravesse o abismo em segurança.
Mal o rei acabou de pronunciar as palavras, zimpt! A
ponte surgiu em sua frente, ligando os dois lados do abismo. O rei
atravessou a ponte com calma e em minutos estava do outro lado,
satisfeito de ter tido seu desejo atendido.
O rei caminhou durante
o resto do dia. Ao cair da noite, exausto, o rei queria descansar. Como
era, além de tudo, preguiçoso, não levou os itens suficientes para
montar um acampamento. O rei não estava preocupado com isto. Pegou a segunda pedra e ordenou:
- Que seja construída uma confortável tenda, com comidas e bebidas, cama quente e travesseiros macios para eu repousar.
Na mesma hora, zimpt! Num passe de mágica, estava armada a barraca, com um banquete à espera do rei e uma enorme cama rodeada de travesseiros.
O rei sorriu, comeu e bebeu tudo o que tinha vontade e então deitou na
cama. Adormeceu na mesma hora,e só levantou quando o sol já brilhava
alto no céu.
O rei continuou andando durante todo o outro dia, até que deparou-se com um enorme palácio. Um pal
ácio que era dez vezes maior que o seu, tinha as paredes feitas em ouro e as janelas cravejadas de brilhantes.
ácio que era dez vezes maior que o seu, tinha as paredes feitas em ouro e as janelas cravejadas de brilhantes.- 'É aqui', o rei pensou. ' Só pode ser!'
Os olhos do rei brilhavam. O palácio era esplendoroso, e o rei pensava
que tomaria toda aquela fortuna para si. Aproximou-se do grande portão
de entrada e tentou empurrar a porta. Para sua surpresa, levou um
choque.
- 'O portão é enfeitiçado!', exclamou o rei. 'Eu preciso entrar para ver que tesouros este palácio esconde', pensou.
O rei pegou a última pedra mágica que tinha e disse:
- Que os feitiços que protegem este palácio se quebrem, para que eu possa nele entrar e conhecer seus tesouros.
Ouviu-se um ruído sem som, como uma cortina de papel que cai. Zimpt! O portão abriu-se devagar, permitindo ao rei entrar no palácio.
Quando atravessou o portão, o rei ficou maravilhado! A beleza externa
do palácio não era nada comparada ao seu interior. Ouro, diamantes,
peças em prata e cobre, luxuosas tapeçarias: o rei estava extasiado com
tamanha riqueza. Começou a pegar os diamantes e enfiá-lo em seus bolsos.
Separava as peças de ouro e prata, pensando em quão rico ficaria. Estava tão distraído contando a fortuna que não percebeu, no fundo do salão principal, uma pequena saída para outra sala.
O rei já havia pego todo o ouro que era capaz de carregar, os maiores diamantes e várias peças d
e prata. Estava pronto para retornar ao seu palácio quando, finalmente, percebeu a saída no fundo do salão principal.
e prata. Estava pronto para retornar ao seu palácio quando, finalmente, percebeu a saída no fundo do salão principal.- Que outros tesouros haverão ali? - o rei pensou. - Para estar escondido, deve ser algo ainda mais valioso! E, com sua ganância desmedida, atravessou a saída e entrou na outra sala.
Para sua surpresa, na outra sala não havia ouro, prata, diamantes.
Havia um pequeno ovo, em um altar, que tinha um leve brilho. E, na
frente deste ovo, uma gigantesca cobra para protegê-lo.
O rei enfiou as mãos no bolso, tentando pegar uma de suas pedras
mágicas. Mas ele já as tinha usado, não tinha mais nada que pudesse
protegê-lo. A cobra, rápida, deu um salto em direção ao rei. Bastou uma
pequena mordida para que o rei caísse frente à cobra, dormindo o mais profundo dos sonos.
Para sorte do rei, passava, neste momento, um anjo por ali. E, ao ver o
que acontecera, entrou no castelo para ajudar ao soberano. Com um sopro
mágico, o anjo transformou a cobra em uma pequena minhoca, ao mesmo
tempo em
que o rei despertava de seu sono.
que o rei despertava de seu sono.
O rei, sempre ganancioso, levantou e correu para o ovo. 'Se este era o
único bem protegido em todo este palácio, deve mesmo ser de valor
inestimável', pensou. Pegou o ovo em suas mãos e... zimptzumptzamptzim! Um enorme clarão cercou o rei e ele caiu, tonto, no chão.
O anjo correu para acudi-lo. O rei estava aos prantos.
- O que eu fiz? O que eu tenho feito?
O grand
e
tesouro que o palácio escondia era mesmo o ovo. Só que seu valor não
estava em ouro ou prata. Aquele pequeno ovo era especial, era o ovo da
sabedoria. Tão logo o rei o teve em suas mãos, teve consciência de todo o
mal que fazia ao seu povo com sua ambição desmedida.
e
tesouro que o palácio escondia era mesmo o ovo. Só que seu valor não
estava em ouro ou prata. Aquele pequeno ovo era especial, era o ovo da
sabedoria. Tão logo o rei o teve em suas mãos, teve consciência de todo o
mal que fazia ao seu povo com sua ambição desmedida.
E assim foi que, com a ajuda do anjo, o rei voltou ao seu palácio.
Assim que chegou, distribuiu toda a sua riqueza a quem a merecia: o
povo.
Naquele reino distante, hoje, não há mais palácio luxuoso, rei
ambicioso. Há um soberano justo, e um povo feliz. Como deveria ser em
todos os reinos que existem por aí...
Lúcia Já Vou Indo não conseguia andar depressa. De maneira nenhuma.
Andava devagar, falava devagar, chorava e ria devagarinho e pensava
mais devagar ainda.
Muito natural, pois ela era uma lesma.
Um dia Lúcia-Já-Vou-Indo recebeu um convite para
uma festa. Levou o dia inteirinho para ler o bilhete que dizia assim:
“Chispa-Foguinho, a libélula, convida você para uma festa dançante,
embaixo do Pé de Maracujá, às oito horas da noite do dia 30 de janeiro.
Comes e bebes, muita música, muita alegria, tudo do bom, do melhor e
de graça”.
Mal acabou de ler, Lúcia já se foi preparando para a festa. Queria se pôr a caminho imediatamente, embora faltasse ainda uma semana.
-Juro que vou chegar na hora!- Disse para si mesma. E começou a lembrar as muitas festas que havia perdido por chegar sempre atrasada. Ao aniversário da Maroquinha Cocinela, que era sua vizinha, chegou um dia depois da festa. Ao casamento do grilo João das Pintas com Sarapintada, chegou tão tarde que foi encontrar um casal já com um filhinho.
Nesse instante, o relógio da sala bateu três horas da tarde e Lúcia Já Vou Indo teve um sobressalto.
Pois não é que já perdera duas horas pensando naquelas coisas? E começou a se arrumar afobadamente.
Pôs na cabeça uma peruca de cachinhos com um laçarote de fita cor de laranja, e com isso perdeu um dia inteirinho.
Encheu uma cesta com brotinhos de alface para ir comendo pelo caminho, e lá se foi mais um dia. Deu corda no relógio para que não parasse na sua ausência e outro dia perdeu.
Só faltava fechar a casa e ela perdeu nesse serviço mais um dia.
Enfim, a molenga se pôs a caminho, tendo exatamente três dias para chegar ao Pé de Maracujá que não era muito longe.
Chegou o dia da festa e ela ainda estava andando. Pelo caminho encontrou muita gente que também ia pra lá. Viu dona Içá, com a cinturinha apertada num cinto de fivela de ouro, de braço dado com o marido de camisa listada e boné. Viu Lili Taturana, toda besuntada de brilhantina para que seus pelinhos não ficassem arrepiados. Viu Zé Caramujo de cachecol xadrez enrolado no pescoço. Viu as formiguinhas Quem-Quem numa longa fila, comportadas e quietinhas como meninas de orfanato a passeio num domingo. Viu abelhas, besouros, pernilongos, vespas e mil outros bichinhos. Todos passavam por ela e sumiam ao longe.
-Depressa , assim você não chega! – Diziam de passagem.
E ela dizia devagarinho mastigando um brotinho de alface:
-Já Vou Indo... Já Vou Indo... – Esse esforçava, pensando que estava andando um bocadinho mais depressa.
Que engano! Quase não saía do lugar.
Enfim, ela começou a ouvir a orquestra das cigarras. Estou pertinho, pensou, mais algumas horas e estou lá.
E o seu entusiasmo era tamanho que até conseguia de fato, andar um pouquinho mais depressa.
-Olha a pedra no caminho! – Gritou nesse instante João
-Barata do Mato, que também ia indo pra festa.
Aviso inútil, porque Lúcia-Já-Vou-Indo a viu muito bem. Era a Maria Redonda, uma pedra perversa que gostava de pregar peças nos outros. Ficava sempre no meio do caminho, de propósito para que tropeçassem nela e caíssem. Então ria de se sacudir toda.
-Eu vou me desviar dela – pensou a lesminha. Mas a coitada pensava mais devagar ainda do que andava. Por isso não teve tempo de se desviar. Tropeçou e caiu. Mas não se machucou porque caiu muito devagarinho. Tão devagarinho que a pedra nem achou graça.
Lúcia levantou-se, arrumou a peruca que se havia entortado na cabeça e foi buscar a cestinha que havia rolado longe. Nisso, perdeu um dia e mais outro.
Quando chegou ao Pé de Maracujá, não havia mais nem sinal de festa, a tão esperada, comentada e suspirada festa.
Quem achou graça no caso foi o Pé de Maracujá. Começou a bater uma folha na outra e cantar assim:
“Lúcia-Já-Vou-Indo
Vinha vindo, vinha vindo,
Tropeçou numa pedrinha,
foi caindo, foi caindo”!
Mas Lúcia não achou graça nenhuma. Chorou muito, o seu chorinho vagaroso de lesma: uma lágrima por hora, um soluço a cada meia hora.
Chorou, chorou, mas seu choro manso não conseguiu acordar a libélula Chispa-Foguinho que dormia cansada da festa. Ela só escutou o chorinho da lesma no outro dia quando acordou.
- O que será isso? – a libélula disse e foi espiar. Viu a pobre Lúcia chorando, compreendeu tudo e ficou morrendo de pena.
Foi buscar uns docinhos que sobraram da festa e ofereceu-os à Lúcia. Conversou bastante com ela para ver se a consolava, e nada. Lúcia-Já-Vou-Indo continuava com o seu choro em câmara lenta e depressa a libélula se cansou. Numa última tentativa ela disse:
- Sabe Lúcia, quem vai dar uma festa agora é você. Sendo a festa na sua casa é impossível você chegar atrasada.
A lesminha ficou pensando naquilo e, como pensava muito devagar, a libélula chamou as irmãs e, ligeiras como foguetinhos, foram à casa da Lúcia, prepararam tudo e distribuíram os convites.
Credo! A família da libélula era toda elétrica. Zás-trás e tudo ficou pronto. Só faltava colocar a Lúcia dentro de casa para receber os convidados.
Enquanto isso, Lúcia-Já-Vou-Indo, que já tinha acabado de pensar e estava encantada com a idéia, vinha vindo o mais depressa que podia, talvez dentro de alguns dias - se não tropeçasse outra vez na pedra Maria Redonda- estivesse em casa.
E a libélula Chispa-Foguinho tinha agora um problema: os convidados já estavam chegando e a festa não podia começar porque a dona da casa estava fora. Como trazer Lúcia o mais depressa possível?
Cric!... A libélula deu um estalinho. Já descobrira a solução. Num
abrir e fechar de olhos, explicou tudo às irmãs e foram buscar a Lúcia.
Puseram a molenga em cima de uma folha de capim e vieram voando trazendo a folha pelos ares. Danadas como elas só, em dois minutos a lesma estava em casa. Isso, apesar de ter caído da folha três vezes.
Foi assim que, oh maravilha!
Pela primeira vez na vida, Lúcia-Já-vou-Indo assistiu a uma festa inteirinha, do começo ao fim.
Muito natural, pois ela era uma lesma.
Um dia Lúcia-Já-Vou-Indo recebeu um convite para
uma festa. Levou o dia inteirinho para ler o bilhete que dizia assim:
“Chispa-Foguinho, a libélula, convida você para uma festa dançante,
embaixo do Pé de Maracujá, às oito horas da noite do dia 30 de janeiro.
Comes e bebes, muita música, muita alegria, tudo do bom, do melhor e
de graça”.
Mal acabou de ler, Lúcia já se foi preparando para a festa. Queria se pôr a caminho imediatamente, embora faltasse ainda uma semana.
-Juro que vou chegar na hora!- Disse para si mesma. E começou a lembrar as muitas festas que havia perdido por chegar sempre atrasada. Ao aniversário da Maroquinha Cocinela, que era sua vizinha, chegou um dia depois da festa. Ao casamento do grilo João das Pintas com Sarapintada, chegou tão tarde que foi encontrar um casal já com um filhinho.
Nesse instante, o relógio da sala bateu três horas da tarde e Lúcia Já Vou Indo teve um sobressalto.
Pois não é que já perdera duas horas pensando naquelas coisas? E começou a se arrumar afobadamente.
Pôs na cabeça uma peruca de cachinhos com um laçarote de fita cor de laranja, e com isso perdeu um dia inteirinho.
Encheu uma cesta com brotinhos de alface para ir comendo pelo caminho, e lá se foi mais um dia. Deu corda no relógio para que não parasse na sua ausência e outro dia perdeu.
Só faltava fechar a casa e ela perdeu nesse serviço mais um dia.
Enfim, a molenga se pôs a caminho, tendo exatamente três dias para chegar ao Pé de Maracujá que não era muito longe.
Chegou o dia da festa e ela ainda estava andando. Pelo caminho encontrou muita gente que também ia pra lá. Viu dona Içá, com a cinturinha apertada num cinto de fivela de ouro, de braço dado com o marido de camisa listada e boné. Viu Lili Taturana, toda besuntada de brilhantina para que seus pelinhos não ficassem arrepiados. Viu Zé Caramujo de cachecol xadrez enrolado no pescoço. Viu as formiguinhas Quem-Quem numa longa fila, comportadas e quietinhas como meninas de orfanato a passeio num domingo. Viu abelhas, besouros, pernilongos, vespas e mil outros bichinhos. Todos passavam por ela e sumiam ao longe.
-Depressa , assim você não chega! – Diziam de passagem.
E ela dizia devagarinho mastigando um brotinho de alface:
-Já Vou Indo... Já Vou Indo... – Esse esforçava, pensando que estava andando um bocadinho mais depressa.
Que engano! Quase não saía do lugar.
Enfim, ela começou a ouvir a orquestra das cigarras. Estou pertinho, pensou, mais algumas horas e estou lá.
E o seu entusiasmo era tamanho que até conseguia de fato, andar um pouquinho mais depressa.
-Olha a pedra no caminho! – Gritou nesse instante João
-Barata do Mato, que também ia indo pra festa.
Aviso inútil, porque Lúcia-Já-Vou-Indo a viu muito bem. Era a Maria Redonda, uma pedra perversa que gostava de pregar peças nos outros. Ficava sempre no meio do caminho, de propósito para que tropeçassem nela e caíssem. Então ria de se sacudir toda.
-Eu vou me desviar dela – pensou a lesminha. Mas a coitada pensava mais devagar ainda do que andava. Por isso não teve tempo de se desviar. Tropeçou e caiu. Mas não se machucou porque caiu muito devagarinho. Tão devagarinho que a pedra nem achou graça.
Lúcia levantou-se, arrumou a peruca que se havia entortado na cabeça e foi buscar a cestinha que havia rolado longe. Nisso, perdeu um dia e mais outro.
Quando chegou ao Pé de Maracujá, não havia mais nem sinal de festa, a tão esperada, comentada e suspirada festa.
Quem achou graça no caso foi o Pé de Maracujá. Começou a bater uma folha na outra e cantar assim:
“Lúcia-Já-Vou-Indo
Vinha vindo, vinha vindo,
Tropeçou numa pedrinha,
foi caindo, foi caindo”!
Mas Lúcia não achou graça nenhuma. Chorou muito, o seu chorinho vagaroso de lesma: uma lágrima por hora, um soluço a cada meia hora.
Chorou, chorou, mas seu choro manso não conseguiu acordar a libélula Chispa-Foguinho que dormia cansada da festa. Ela só escutou o chorinho da lesma no outro dia quando acordou.
- O que será isso? – a libélula disse e foi espiar. Viu a pobre Lúcia chorando, compreendeu tudo e ficou morrendo de pena.
Foi buscar uns docinhos que sobraram da festa e ofereceu-os à Lúcia. Conversou bastante com ela para ver se a consolava, e nada. Lúcia-Já-Vou-Indo continuava com o seu choro em câmara lenta e depressa a libélula se cansou. Numa última tentativa ela disse:
- Sabe Lúcia, quem vai dar uma festa agora é você. Sendo a festa na sua casa é impossível você chegar atrasada.
A lesminha ficou pensando naquilo e, como pensava muito devagar, a libélula chamou as irmãs e, ligeiras como foguetinhos, foram à casa da Lúcia, prepararam tudo e distribuíram os convites.
Credo! A família da libélula era toda elétrica. Zás-trás e tudo ficou pronto. Só faltava colocar a Lúcia dentro de casa para receber os convidados.
Enquanto isso, Lúcia-Já-Vou-Indo, que já tinha acabado de pensar e estava encantada com a idéia, vinha vindo o mais depressa que podia, talvez dentro de alguns dias - se não tropeçasse outra vez na pedra Maria Redonda- estivesse em casa.
E a libélula Chispa-Foguinho tinha agora um problema: os convidados já estavam chegando e a festa não podia começar porque a dona da casa estava fora. Como trazer Lúcia o mais depressa possível?
Cric!... A libélula deu um estalinho. Já descobrira a solução. Num
abrir e fechar de olhos, explicou tudo às irmãs e foram buscar a Lúcia.
Puseram a molenga em cima de uma folha de capim e vieram voando trazendo a folha pelos ares. Danadas como elas só, em dois minutos a lesma estava em casa. Isso, apesar de ter caído da folha três vezes.
Foi assim que, oh maravilha!
Pela primeira vez na vida, Lúcia-Já-vou-Indo assistiu a uma festa inteirinha, do começo ao fim.
Todos os dias Kublain-Khan, último rei da dinastia Mogul, subia no alto da muralha de sua fortaleza para encontrar-se com o vento.
Kublai-Khan nunca tinha saído de sua fortaleza, não conhecia o mundo. Ouvia as palavras do vento e aprendia.
- A Terra é redonda e fácil, disse o vento. Ando sempre em frente, e passo pelo mesmo lugar de onde saí. Dei tantas voltas na Terra que ela está enovelada no meu sopro.
Kublai-Khan achou bonito ir e voltar sem nunca se perder.
Um dia o vento chegou mais frio, vindo das montanhas;
Kublai-Khan
teve desejo de neve. Então prendeu fios de prata na Lua e a empinou
contra o vento. Do alto, espelho do frio, a Lua trouxe a neve para
Kublai-Khan. E um sono tranquilo.
Todos os dias o vento contava seus caminhos no alto da muralha.
O vento contou o deserto.
- O deserto, disse com língua quente, é lento como o trigal. E como trigal me obedece. Ele também se curva debaixo da minha mão. Mas seus grãos não são doces como os do trigo. São de areia. E com areia não se faz o pão. As gotas do deserto chama-se tâmaras.
Kublai-Khan quis suar com a doçura das tâmaras. Então prendeu fios de
ouro nos raios do Sol e o empinou contra o vento. Do alto, o calor
derramou-se no reino de Kublai-Khan amadurecendo os frutos. E o rei bebeu o suco nas mãos em concha.
No alto da muralha gasta de sempre receber o vento, o mundo punha-se aos pés do rei.
- O mar é maior que o deserto e mais profundo que a neve, cantou o vento. O mar é verde como os campos, mas seu capim cresce nas profundezas e ninguém vê o gado que nele pasta. O mar chama os homens e canta. Sua voz tem nome de sereia.
Ouviu Kublai-Khan o chamado da sereia na voz do vento?
Dizem os pastores da planície que o viram prender cordas de linho nas
pontas da grande pipa de seda. Depois ergueu a pipa contra o vento e,
abandonando com os pés o alto da muralha de sua fortaleza, deixou-se
levar pela corda branca, último rei Mogul, longe no céu, lá onde ele se
tinge de mar.
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